Histórico do Laucídio Coelho até a formação do rebanho atual da Senepol da San – por Roberto Coelho

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Histórico do Laucídio Coelho até a formação do rebanho atual da Senepol da San –  por Roberto Coelho.

Meu avô, Laucidio Coelho, veio de MG em carros de boi com cerca de 5 famílias para colonizar os campos da vacaria, região de Rio Brilhante e Dourados. Viajavam tocando um rebanho de 20 a 30 cabeças de gado. Pararam no tempo das águas e tocaram roça e seguiram viagem após a colheita. Naquela época era um sertão veio largado de Deus, não tinha gente. Meu bisavô se estabeleceu na beira do córrego Bela Vista e foi multiplicando o gadinho que trouxeram de Minas Gerais.

Na fazenda Bela Vista eles construíram um moinho de farinha que fazia farinha de mandioca, farinha de milho, açúcar, rapadura, criavam porcos, tinham olaria, serraria, uma enorme leiteria e turbina elétrica. Dona Lúcia mandou a Adelaide e Eudeter estudarem fora, assim que se formaram vieram lecionar para seus irmãos, filhos dos empregados, vizinhos, parentes, que vinham de toda região. Foi a primeira escola em fazenda no Mato Grosso.

Laucídio Coelho fez uma sociedade com Zé Pereira seu primo e se tornou o maior comprador de gado da região.

 Compravam gado desde os campos da Gomalina no Guaporé por todo Pantanal passando por Corumbá, Porto Murtinho até Ponta Porã.

Juntavam boiadas de mil bois e soltavam uma atrás da outra, 12, 15 boiadas em comitiva até Araçatuba onde vendiam para os invernistas que se dedicavam à engorda desses bois.

Enquanto isso foi comprando muitas fazendas em Mato Grosso e enchendo de gado de qualidade que ia buscar junto aos importadores de Zebu. Na época as raças mais procuradas eram o Gir, Guzerá e Indubrasil. Só depois é que o Nelore foi se firmando. O Sr. Laucídio percebeu que a riqueza da pecuária estava toda indo para São Paulo e reuniu mais de 100 fazendeiros fundando o 1° frigorífico do Mato Grosso que se chamava FRIMA. Assim o Mato Grosso deixou de exportar bois e passou a vender carne frigorificada para os grandes centros – São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte.

Todos os filhos/netos/genros da família Laucídio Coelho trabalhavam agregados à ele. Sua liderança na pecuária criou Bancos, Imobiliárias, Cooperativas de consumo, empresa de planejamento e projetos, reflorestadoras, patrulhas mecanizadas de prestação de serviço, hotel e cerâmicas. Ainda junto com Zé Pereira e outros pecuaristas fundou a ACRISSUL e construiu o maior Parque de Exposições da região, onde até hoje se realiza a Expogrande.

Hélio coelho, filho caçula, se formou médico no RJ e foi aperfeiçoar seus estudos nos Estados Unidos, residindo no Hospital Golden Gate onde conheceu a enfermeira Cynthia e se casou. Logo em seguida nasceu Roberto, o primeiro filho dos 6 que o casal concebeu.

Hélio foi o último filho a entrar nos negócios do Sr. Laucídio pois estava absorvido pela medicina e depois com a estruturação do curso de medicina da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul. Quando se lançou a pecuária teve um olhar diferenciado pois compreendia a evolução do homem desde seu princípio. Sabia que a genética podia fazer em prol da melhoria da qualidade do gado. Acreditava na tecnologia e quando presidiu a Associação dos Criadores do MS – ACRISSUL – convidou o pessoal do corpo técnico do recém fundado Centro Nacional de Pesquisa de Gado de Corte – CNPGC EMBRAPA e patrocinava reuniões toda 2ª feira com os fazendeiros com temas técnico seguido de um jantar e assim a pecuária do MT passou a ganhar uma palestra por semana sobre pastagens, mineralização, nutrição, zoonoses, manejo, enfim uma autêntica escola de pecuária.

Tínhamos extensos rebanhos nelore e era uma luta para conseguir ganhos em produtividade. Logo ficou claro que a melhor solução era o cruzamento com raças taurinas. Muitos tipos e formas de cruzamentos foram tentados. O melhor resultado em produtividade e qualidade de carne foi obtido com o Montana que utiliza a multiplicidade de raças.

Das importações feitas para a construção do Montana vieram dez raças adaptadas e destas dez a melhor de todas foi o Senepol.

Atualmente o sul do MS esta passando por um processo muito semelhante com o que aconteceu em tempos recentes com o Paraná com a entrada maciça da agricultura de soja, milho, cana e florestas plantadas. Na minha família não foi diferente das outras, migrou para outras atividades mais rentáveis restando somente a pecuária de alto valor agregado onde se produziam os animais que irão emprestar sua genética para as grandes fazendas produtoras de carne.

Na fase inicial do Senepol fomos buscar material genético em toda parte. Então passamos por uma etapa de avaliação deste material que coincidiu com o inicio do trabalho de Avaliação Genética da Embrapa – o programa Geneplus.

Baseando-se nessas informações e na experiência adquirida pela Genética Aditiva estamos hoje identificando o Senepol melhorador. O sistema de produção da Fazenda San Francisco é predominantemente a pasto. Utilizamos de fertilização in vitro e transferência de embriões em tempo fixo para multiplicar os expoentes genéticos já detectados. Após três ciclos reprodutivos de cada fêmea doadora, portanto coincidindo com a entrada de suas filhas no plantel, ofertamos estas fêmeas no mercado pois passamos a produzir com as suas filhas. Nossas bezerras são desmamadas e recriadas à pasto para que possamos avaliar seus índices de desenvolvimento corporal.

Nossa produção de bezerros machos se junta à de outros produtores e é feita a Prova de Avaliação de Desempenho a Pasto do Senepol – o PADS.

Estaremos ofertando animais criados em condições extremamente quentes, a 100m acima do nível do mar, nascidos e criados no Pantanal do MS. As linhagens que originaram este animais são CN e WC. Das duas linhagens principais que originaram o Senepol no Caribe, o CN e WC, houveram múltiplas variações, algumas tendendo mais para a carne e outras para o leite.

O nosso sistema de seleção premia os animais que tiveram melhor aleitamento, ou seja, mães mais leiteiras. Nosso olhar sobre o Senepol sempre foi sobre a fêmea que expressasse feminilidade e longa vida reprodutiva, caráter mocho, docilidade e que produza bezerros que nasçam pequenos e pesem muito na desmama. A pecuária brasileira do século 21 não deixa mais o gado passar fome e embora seja possível suplementar o rebanho com grãos desde a mais tenra idade não podemos esquecer que mais de 80% da carne produzida no Brasil é exclusivamente a pasto.

Texto escrito por Roberto F Coelho no Proncor dia 17/02/2015.

fazenda bela vista, laucidio coelho, familia coelhoAtuais herdeiros da Fazenda Bela Vista

IMG_7408Razor - ROBERTO COELHO Senepol da San- Fazenda San Francisco.Roberto Coelho e Razor da LASA

doadoras da senepol san por roberto mattos no pantanal 2Doadoras Senepol San

 

 

MS é o segundo maior criador de Senepol do Brasil – entrevista com Gilmar Goudard

doadoras da senepol san por roberto mattos no pantanal 2

Gilmar Goudard, pecuarista, investidor, criador de gado e presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Bovinos Senepol (ABCB), por anos, levou uma vida urbana e atuou no mercado como executivo da Ambev. Após se aposentar encontrou, na vida no campo, uma nova atividade e muito prazer.

Gilmar revelou-se, em entrevista, um grande apaixonado pela raça Senepol, destacando suas diferenças e qualidades. Além disso, nos deu um panorama do rebanho nacional, falou sobre o crescimento da raça no Brasil e dos planos de marketing da ABCB.

Leia o bate-papo completo:

Scot Consultoria – Quando e como foi o seu primeiro contato com a raça Senepol?

Gilmar Goudard – Foi em 2006, por indicação de um amigo, Sr. Celson Martins, mas a apresentação detalhada foi feita pelo criador Ricardo Pereira Carneiro, da Senepol Soledade, onde acabei adquirindo minhas primeiras quatro doadoras. Na ocasião, eu havia começado a criar outra raça, mas ao conhecer a Senepol, me encantei por seus atributos, aí foi fácil fazer parte da família de criadores da raça Senepol.

Scot Consultoria – Quais as principais características do animal Senepol?

Gilmar Goudard – As características mais marcantes, para mim, são a adaptabilidade da raça em nosso clima tropical, sua fertilidade, precocidade, longevidade e, principalmente, a capacidade de cobrir a vacada a campo. Pelo curto, mocho, resistência a ecto e endoparasitas, docilidade, padronização de suas crias e maior rendimento de carcaça no cruzamento são outras características que não podemos deixar de citar.

Scot Consultoria – Existe uma estimativa do tamanho do rebanho de Senepol no Brasil? Em qual região a raça está mais presente?

Gilmar Goudard – Atualmente, temos perto de 33 mil cabeças de Senepol (Puro por Cruza e Puro de Origem) registradas junto à associação. O maior rebanho encontra-se no estado de Minas Gerais, seguido por Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás e São Paulo. Por aí, afora, já estamos presentes em 18 estados mais o Distrito Federal. A cada ano a raça tem demonstrado um crescimento na ordem de 40,0% nos indicadores que dão sustentabilidade à mesma, como aumento de criadores, de animais, valorização e eventos comerciais.

Scot Consultoria – O crescimento da raça no Brasil está cada vez maior. A que se deve tamanho crescimento?

Gilmar Goudard – Basicamente, o grande crescimento da raça Senepol é dado pelas qualidades/atributos dos próprios animais, o que tem se provado ano após ano. Outro fator determinante é a qualidade dos criatórios que hoje fazem parte da família Senepol, a seriedade e o profissionalismo dos mesmos fazem a diferença. A utilização de 100% de heterose que a raça proporciona no cruzamento tem se mostrado uma excelente alternativa para agregar valor com quantidade e qualidade. A busca por touros favorecem novos criadores para produzi-los.

Scot Consultoria – Em relação ao marketing e difusão da raça no país, quais os planos da Associação para 2015?

Gilmar Goudard – Em 2015, estaremos comemorando nossos 15 anos de Brasil. Continuaremos com nossas campanhas de divulgação, mostrando aos pecuaristas e simpatizantes da raça Senepol suas qualidades e o quanto podemos contribuir para a melhoria da qualidade e quantidade de carne a ser produzida em nosso país. Continuaremos focados em campanhas básicas de reconhecimento da raça, participaremos ativamente de exposições regionais, eventos seletivos e teremos nossa convenção anual em Uberlândia – MG. Não vamos perder de vista a necessidade do mercado de carne nacional, esse é um de nossos objetivos em marketing.

por Equipe Scot Consultoria

Razor da LASA

Razor da LASA:

Líder entre os touros do Sumário EMBRAPA;
Ferramenta para uso em matrizes F1;
Proporciona carcaças de mais volume
e rendimento;
Objetiva incrementos em Musculosidade e
qualidade de carne. 

IMG_7408Razor - ROBERTO COELHO Senepol da San- Fazenda San Francisco.

Produção do Razor – cruzamento industrial com vacas meio sangue Red Angus e Hereford

PROGENIE RAZOR DA LASA - TOURO SENEPOL SAM_2015

Produção Razor – Novilhas Senepol PO

IMG_7447 DOMADA DA SAN + 738 DA SAN -SENEPOL DA SAN FAZENDA SAN FRANCISCO.

Venda de sémen através da Central SEMEX BRASIL – Fone: +55(47) 3231-0400   http://www.semex.com.br/

 

 

Novilho Precoce lança vídeo Institucional

Novilho Precoce lança vídeo Institucional

A Associação dos Produtores de Novilho Precoce de Mato Grosso do Sul – Novilho MS – divulgou no dia 13 de janeiro vídeo institucional sobre a entidade.
A Novilho Precoce MS foi criada em 1998, com o intuito de atender à demanda por carne bovina com qualidade comprovada e identificaão de origem.
 
Atualmente conta com a participação de associados de diversos municípios do Estado.
 
O vídeo mostra a parceria com o Carrefour para o fornecimento de carne com garantia de origem e também com o Grupo JBS para abate de machos e fêmeas, bem como a
adesão ao Programa Boas Práticas Agropecuárias – BPA, da Embrapa Gado de Corte.
 
https://www.youtube.com/watch?v=TjOhRtIpeT0#t=274

Atenção à qualidade dos confinamentos pode garantir o bem-estar dos animais

Copiei aqui uma matéria sobre a manutenção das cocheiras no qual me ajudou a tirar algumas dúvidas, uma delas era o uso de palha de arroz, já vi o uso em cocheiras em vários lugares, aqui na fazenda usamos maravalha porém uma vez que levamos nossos cavalos em uma exposição e a cama era de palha de arroz os cavalos comeram e começaram a ter cólica e foi um desespero, desde então eu não tive mais coragem de usar. A palha de arroz para nós é gratuita pois na Fazenda San Francisco há cultivo de arroz irrigado e o transporte não é um problema como é o da maravalha. Quando acabar a maravalha vou fazer um teste com a palha de arroz e coloco aqui o resultado. A nossa chocheira é feita de bambu e eucalipto. Pensando na ventilação, fizemos ela aberta em uma área alta pois no pantanal o calor diário é de 35 a 40 graus, apenas em alguns meses faz frio.

 
Segue a matéria:
 
Grande parte da saúde e bem-estar dos animais está relacionada com o ambiente em que eles vivem. Quando se trata de confinamento, a higiene das baias tem grande importância para o bom desenvolvimento e a manutenção da saúde dos cavalos. O espaço, a cama, o cocho e outros quesitos precisam estar higienizados, arejados e em bom estado para o animal viver bem.
O tamanho ideal para uma baia é de 12 metros quadrados. É importante também respeitar essas medidas para trazer conforto ao animal, permitindo que ele consiga se movimentar tranquilamente. O ambiente ser arejado torna o confinamento menos estressante e o cuidado com uma boa circulação de ar na baia é essencial.
Segundo o tratador de uma hospedaria de cavalos em Pelotas/RS, Éber Veiga Pereira de Ávila, a manutenção das camas deve ser rotineira e a casca de arroz ou a serragem/maravalha são recomendadas para utilização como cama. “Se for de casca de arroz, a cama deve ser de cascas velhas e novas, a cada reposição. Senão o cavalo pode acabar se alimentando da cama, se for só de novas”, disse Ávila. 
Conforme o tratador, a casca de arroz é o melhor item por ser de fácil acessibilidade na quantidade demandada diariamente na região Sul do Rio Grande do Sul, além de ser macia, de melhor para o manejo e barata. Em camas de serragem, a atenção deve ser redobrada no pó que acumula e que pode vir a ocasionar alergia respiratória nos animais.
Outros exemplos de camas são as feitas de areia, pisos de borracha cobertos com serragem, capim seco ou palha. Independente do material é aconselhável limpar as fezes e urina pelo menos duas vezes ao dia, para não acumular detritos fecais e evitar possíveis doenças por contaminação. 
Higienização dos cochos
A atenção com os locais onde são dispostos os alimentos e a água que o animal ingere também é fundamental para a saúde do equino. É preciso ter o cuidado em evitar que os resíduos da comida acumulem e apodreçam podendo ser possivelmente ingeridos pelo cavalo e gerar distúrbios gastrointestinais (cólicas).
O indicado é retirar os restos de ração e limpar o cocho com água corrente após cada refeição, assim o ambiente fica sempre limpo eimpede a fermentação de alguns alimentos desperdiçados dentro e fora do recipiente. 
Confinamento
Os equinos retirados do seu habitat natural e submetidos ao confinamento sofrem com a adaptação à nova condição, que propicia alterações comportamentais em decorrência do confinamento prolongado desses animais. Se ele estiver sempre bem alimentado, o local com tamanho adequado, arejado e limpo, que não propicie doenças, lesões ou estresse impedirá possíveis problemas fisiológicos, físicos e vícios frequentemente observados em animais estabulados, oferecendo o bem estar merecido e de direito do animal.



Redator: Karen Nunes/ABCCC

Venda de Sémen: ASTRAL DA SAN – Valores promocionais

O touro ASTRAL DA SAN esta com venda sémen através da ALTA GENETICS – valores promocionais. Entre em contato através do telefone: (34) 3318-7777 / 3318-7701

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A hora de investir em Senepol é agora

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Com a perspectiva aquecida para exportação de carne bovina, utilizar o taurino tropical para reduzir o ciclo de abate é a opção certeira para atender à demanda

Ao avaliar a situação atual e as tendências para 2015, levando em consideração os patamares alcançados no último ano, observa-se uma perspectiva positiva para o consumo de proteína, especialmente a carne bovina, tanto no mercado interno como na exportação. O Brasil alcança bons resultados, em virtude da redução do número de animais em territórios concorrentes, da necessidade de consumo de países em desenvolvimento e de novos acordos.

O que se observa é a tendência expressiva para a exportação em 2015, resultado da soma de comercializações existentes e da abertura de novos mercados: Taiwan, Indonésia, Japão, Tailândia, Myanmar, Coréia do Sul, Coréia do Norte e Marrocos. Por isso, segundo dados da Associação Brasileira da Indústria Exportadora de Carne (Abiec), estima-se que neste ano a renda da exportação de carne bovina conquiste US$ 8 bilhões, superior à receita anunciada pela entidade no ano passado (US$ 7 bilhões).

Além dos novos países supracitados, a China, que em 2011 abriu o mercado para a aquisição direta de carne suína brasileira, formalizou, também, a reabertura de mercado para a obtenção de proteína bovina in natura, em novembro de 2014. Um dos fatores que estimulam a comercialização de carne brasileira para o mercado externo, e que deve ser mantido para que as metas continuem alavancar, é o cuidado com a sanidade animal, pois o País tem o maior rebanho livre de febre aftosa do mundo, de acordo com o presidente da Abiec, Antônio Jorge Camardelli

O que se almeja com o consumo de carne brasileira em diversos países é o estímulo para o investimento na pecuária de corte. Dessa forma, para atender o esperado é importante que os criadores invistam em animais de ciclo curto, que consigam oferecer o produto final de qualidade e em tempo hábil para atender a procura por proteína de origem bovina. O Senepol, por responder positivamente às pressões cronológicas, é uma das raças mais indicadas para produzir carne em curto prazo, com bom rendimento da carcaça e ganho de peso.

Assessoria de Imprensa/Berrante Comunicação

Por Karina Mamede

Para a evolução da raça Senepol, o caminho é identificar os melhores animais

Número expressivo de touros inscritos na 1ª Edição da Prova de Eficiência Alimentar de Touros Senepol, realizada pela UFU, com apoio da ABCB Senepol,…

Número expressivo de touros inscritos na 1ª Edição da Prova de Eficiência Alimentar de Touros Senepol, realizada pela UFU, com apoio da ABCB Senepol, demonstra a preocupação dos pecuaristas com o futuro da raça

A primeira edição da prova de eficiência alimentar da raça Senepol, proposta pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU), com o apoio da Associação Brasileira dos Criadores de Bovinos Senepol (ABCB Senepol), obteve um número expressivo de animais cadastrados. Foram inscritos 44 touros, de 18 criatórios, localizados em diversas regiões do Brasil. Isso mostra a preocupação dos pecuaristas em melhorar o rebanho da raça no País.

Com o caráter técnico e científico, a prova certamente terá um impacto positivo para a evolução do Senepol, auxiliando na identificação dos reprodutores que conseguem, com eficácia, transformar a menor quantidade de alimento de baixo valor econômico em produto final (carne) de qualidade. Esta é a primeira prova de Consumo Alimentar Residual (CAR) apoiada pela Associação, o que evidencia a imparcialidade das avaliações. Além disso, será realizada por uma entidade de ensino superior respeitada e qualificada.

“A associação apoia essa prova, pois ela entende como uma forma de demonstrar aos produtores o caminho que deve ser dado à seleção genética e ao melhoramento dos seus animais através da avaliação, que, somando o ganho de peso diário, que é o quanto o animal ganhou por dia, contemplam duas características extremamente importantes em qualquer trabalho de seleção animal”, aponta o presidente do Conselho Deliberativo Técnico da ABCB Senepol, Pedro Crosara.

Foi delimitado para a realização da prova o número máximo de cinco animais por criatório. Dessa forma, cada criador pôde selecionar o que tem de melhor no plantel, atribuindo para muitos pecuaristas a possibilidade de conhecer e avaliar tecnicamente a genética do plantel. “Com as definições estabelecidas coloca-se o mesmo peso, critério e oportunidade de participação para diferentes pecuaristas da raça Senepol, criadores pequenos, médios e grandes têm o mesmo equilíbrio na prova, pois a ABCB Senepol e a UFU buscam animais diferenciados, que vão contribuir com o plantel da raça no Brasil, independente da origem do criatório”, acrescenta Crosara.

A expectativa é positiva para os pecuaristas, bem como para a professora doutora Carina Ubirajara, responsável pela realização da prova, que declarou entusiasmo com os resultados vindouros e disposição para seguir com o projeto nos próximos anos, uma vez que, para ela, avaliar a raça é fundamental para o desenvolvimento do taurino tropical.

“Acreditamos no potencial do Senepol, porém achamos que tem que ter avaliação, porque todas as raças têm elite, superior, regular e inferior. Por isso vamos encontrar os melhores. Além disso, o nosso foco é avaliação genética e melhoramento para a pecuária de corte, então, qualquer demanda científica é muito importante e a gente, enquanto universidade, tem que fazer o trabalho”, declara Carina.

Período de avaliação

A data estipulada para a entrada dos animais é de 20 a 23 de janeiro e, a partir do dia 26, a prova terá início. Para a obtenção de melhores resultados, a avaliação começa efetivamente após 21 dias de adaptação dos touros, no que diz respeito ao local, dieta, novo ambiente e a estrutura de GrowSafe, pois os animais precisam aprender a se alimentar individualmente. Após o período adaptativo as mensurações vão ocorrer a cada 14 dias.

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Por se tratar de uma prova em que o critério principal de seleção é o cálculo do CAR, ela terá duração de 91 dias e tem como data prevista para o término o dia 27 de abril de 2015.

Assessoria de Comunicação/Berrante Comunicação

Por Karina Mamede

Com o apoio da ABCB Senepol, UFU realiza avaliação do taurino tropical

A 1ª Edição da Prova de Eficiência Alimentar de Touros Senepol identificará os animais que estão prontos para produzir de forma eficiente e lucrativa para o plantel.

 

O avanço da pecuária nacional pressiona os pecuaristas a utilizarem animais eficientes e que podem render bons frutos para o criatório. Para identificar bovinos que atendem às necessidades do mercado, será realizada a 1ª Edição da Prova de Eficiência Alimentar de Touros Senepol.

A prova será desenvolvida na Vitrine Tecnológica da Fazenda Capim Branco, da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), tendo o apoio da Associação Brasileira dos Criadores de Bovinos Senepol (ABCB Senepol). O teste se propõe a realizar a avaliação dos touros da raça Senepol em relação ao consumo alimentar residual (CAR), tendo como objetivo central identificar animais com bom desempenho para eficiência alimentar.

A prova será realizada com 25 animais, no mínimo, sem exceder 55 taurinos, tendo como critério de preenchimento das vagas a ordem de inscrição, realizada através do e-mail da professora doutora Carina Ubirajara (carinauf@famev.ufu.br). Os pecuaristas devem preencher a ficha de inscrição e encaminhar para o endereço eletrônico entre os dias 05 e 09 de janeiro de 2015.

Segundo os critérios necessários para que os animais participem da prova, o criador deve inscrever os touros que tenham registro genealógico de nascimento (RGN) e que nasceram entre 01 de outubro e 30 de novembro de 2013. Cada criador pode inscrever, no mínimo, um animal e, no máximo, cinco touros Senepol.

A prova consiste na classificação dos animais pelo cálculo do CAR, através do GrowSafe. As mensurações realizadas com a ultrassonografia de carcaça (área de olho de lombo, acabamento e marmoreio), ganho em peso, perímetro escrotal e altura serão complementares.

Outras exigências para participar da avaliação: apresentar atestado negativo de brucelose e tuberculose bovina, RGN e contrato assinado, em duas vias. A prova terá início no dia 26 de janeiro, com término agendado para o dia 27 de abril de 2015.

 

Veja aqui o Regulamento no site da ABCB Senepol.

 

Senepol: Pesquisa aponta melhoradores

Levantamento de informações sobre a raça reúne dados sobre perfomance e seleciona melhores animais do rebanho

Um levantamento de informações sobre a raça senepol pretende estimular a procura pelos animais de pele vermelha. Para isso, criadores investiram em uma prova de ganho de peso. 

Três técnicos de setores diferentes, uma pesquisadora da Universidade Federal de Uberlândia, no Triângulo Mineiro, e 158 animais para serem avaliados. A tarefa de toda a equipe era levantar o máximo de informações sobre a raça senepol, que passaram por uma prova de ganho de peso de alta performance, nos últimos seis meses. O trabalho serviu como ferramenta de seleção do rebanho e foi realizado na Fazenda Tufubarina, no município de Monte Alegre de Minas (MG).

– Todo mundo produz fundo, meio e cabeceira. Mas como se identifica esse fundo, meio e cabeceira? É só através de avaliação. E não existe mais apenas a avaliação visual. Só ela não vale mais – explica o pecuarista Gustavo Rezende Vieira.

Os animais, machos e fêmeas, são contemporâneos em 90 dias e foram fechados no confinamento logo após a desmama. Durante a prova, receberam alimentação à base de concentrado proteico para crescimento, e silagem de milho.

Além do ganho de peso e do desenvolvimento de carcaça, várias outras características foram avaliadas durante os 168 dias da prova. Entre elas, as marcas reprodutivas e de padrão racial. Com todos os dados em mãos será possível separar os animais com potencial para ser melhoradores dentro da raça, tanto para a produção de animais puros, quanto para os cruzamentos.

Os lotes foram divididos em quatro grupos: inferior, regular, superior e elite. A classificação foi feita com base nos dados levantados durante as pesagens, medições e exames com ultrassonografia, além das notas da avaliação visual. Pontuação que nem sempre coincidia, se para um dos técnicos os aprumos de determinado animal mereciam nota 4, para o outro poderia não ser bem assim. Uma divergência saudável, que contribuiu para a eleição de animais diferenciados.

– É uma raça que se destaca em produtividade, se destaca em precocidade sexual, se destaca em rendimento através da avaliação por meio da área de olho de lombo, e é importante dentro desse conjunto de animais da raça senepol, a gente identificar aqueles que realmente são avaliados geneticamente superiores – diz a diretora de Produção Animal da AFU, Carina Ubirajara de Faria.

De acordo com o pecuarista Gustavo Rezende, apenas os animais dos lotes superiores e elite serão destinados à reprodução, para garantir a continuidade do melhoramento. O senepol tem apenas 14 anos de Brasil, mas, segundo esse representante de central de inseminação artificial, os animais da raça estão em evidência como uma das boas opções para a pecuária de corte no país.

– É um animal resistente a ectoparasitas, resistente ao calor. Ele aguenta um desafio um pouco maior de alimento em sistema de pastagem, e devido a isso é que o pessoal tem buscado essa raça – afirma Miguel Abdalla, gerente de corte taurino.

Em uma central, que fica em Uberaba (MG), oito touros senepol estão em coleta. De acordo com dados da Associação Brasileira de Inseminação Artificial (Asbia), só no primeiro semestre de 2014 foram vendidas mais de 42 mil doses de sêmen de reprodutores da raça. Sinônimo de reconhecimento para quem se dedica à seleção desses animais.

– Já conseguimos nesses 14 anos de Brasil, identificar quais são os animais melhoradores para o objetivo daquele criador. Dependendo de qual o sistema de produção dele, já têm animais para atendê-lo bem, nos mais diversos sistemas de produção – garante Rezende.

 

 

 

 

 

 

 

 

Venda gado raça Senepol Fazenda San Francisco.