EXPOGRANDE 2017: PALCO PARA SEMANA MAIS IMPORTANTE DA RAÇA SENEPOL EM MS

Movimento que gerou cerca de R$ 5 milhões em leilões nos últimos três anos terá três estandes e criatórios unidos em prol da raça que mais cresce no país

A raça Senepol terá mais uma história escrita dentro do agronegócio brasileiro em Campo Grande, capital de Mato Grosso do Sul, durante a “Semana Sou Senepol”, que será realizada entre 30 de março e 6 de abril, durante a 79ª edição da Expogrande, considerada a maior feira agropecuária do estado. A semana contará com cursos, encontros, dia de campo, provas de avaliação de desempenho, além de leilões e o aguardado lançamento da carne de Senepol para o mercado local.

A Semana Sou Senepol, que tem o apoio da Associação Brasileira dos Criadores de Bovinos Senepol (ABCB Senepol), nasceu em 2015 com objetivo de fomentar a raça, gerar negócios e divulgar o Senepol como excelente opção de ferramenta lucrativa para produtores de genética e também carne bovina. O evento está com dois anos e já é sucesso, pois traz possibilidades de bons negócios, comercialização de animais, relacionamento entre criadores, eventos e leilões que, até hoje, movimentaram cerca de R$ 5 milhões.

Semana Sou Senepol

A Semana Sou Senepol terá uma vasta programação começando no dia 30 de março, às 19h, com abertura dos pavilhões na Associação de Criadores de Mato Grosso do Sul (Acrissul). No sábado (1º) e domingo (2), a partir das 17h, os pavilhões Sou Senepol realizam degustação de carne de Senepol.

No dia 3 de abril, o dia será movimentado. A partir das 9h acontecerá o Dia de Campo PADS Senepol na Embrapa Gado de Corte, em Campo Grande/MS, com a entrega dos resultados dos campões da 6ª edição da prova, além de palestras e visita aos animais particpantes do CAR (Consumo Alimentar Residual) Senepol.

Ainda no dia 3, às 14h30, acontecerá a 1ª reunião presencial da Diretoria da ABCB Senepol no auditório da Acrissul, dentro do Parque de Exposições Laucídio Coelho e à noite, às 20h, acontecerá o 6º Leilão Elite Senepol San e Convidados, com belos exemplares da raça, no Tatersal Hélio Coelho na Acrissul.

No dia 4 de abril, o dia começa com a Assembleia ABCB Senepol no auditório da Acrissul. Uma oportunidade para que os criadores de Senepol e quem pretende entrar na raça, conhecer mais sobre o trabalho da entidade que representa a raça no Brasil e no exterior. Às 20h, acontecerá o Leilão Deusas Senepol CMI e Convidados, no Tatersal da Acrissul, ofertando doadoras consagradas de alto valor genético.

As “divas do Senepol” terão uma reunião especial no Encontro Divas do Senepol, que será realizado no Espaço Gourmet do Canal do Boi, dia 5 de abril, às 9h. O objetivo do encontro é reunir as pecuaristas e simpatizantes da raça, trocar de experiências, confreternizar e claro, fomentar novos negócios.

Para quem quiser se aprofundar em informações sobre a raça e conhecer melhor sobre as vantagens do animal, durante todo o dia, acontecerá o Curso para Criadores ABCB Senepol no auditório da Acrissul, em Campo Grande. O curso é gratuito.

Ainda no dia 5 de abril, às 20h, o Leilão Pérolas do Senepol vai movimentar a noite com as belas doadoras Senepol PO, no Tatersal Hélio Coelho, na Acrissul.

No dia 6 de abril, no encerramento da Semana Sou Senepol, o Curso para Criadores ABCB Senepol continua durante todo o dia, gratuitamente, no auditório da Acrissul e logo em seguida, às 20h, o Leilão Reprodutores Senepol MS que disponibiliza ao mercado touros Senepol PO de alto valor genético.

Para quem se interessou, outras informações estão no site www.sousenepol.com.br

 

Senepol, uma aliada do meio ambiente – Matéria Senepol SAN na Revista Senepol

 

Dois projetos com a raça mostram que é possível combinar pecuária

e cuidar da natureza

André Casagrande

Referências em sustentabilidade econômica, social e ambiental, a Fazenda

Palmito (Senepol Constelação) e a Fazenda San Francisco (Senepol San)

cuidam do bem-estar animal e realizam várias iniciativas voltadas para a

preservação da natureza, envolvendo a equipe de colaboradores e em parceria

com empresas e universidades.

O Senepol levou toda a família de Rubia Pereira Barra para a fazenda e, por

trabalharem juntos, cada um com sua habilidade, nasceu o Projeto 5 Estrelas

Constelação: Convivendo Bem-estar e Conseguindo Sustentabilidade,

Comprovando Desempenho, Conquistando Melhoramento Genético e

Contratando Cuidado.

“Temos como missão oferecer excelência ao produzir bovinos da raça Senepol

prezando pelo bem-estar animal e pela sustentabilidade. Para isso trabalhamos

arduamente na criação, na seleção, no melhoramento e na comercialização de

animais de alto valor genético. Somos uma família incansável na promoção do

desenvolvimento regional, por meio de uma pecuária moderna e sustentável, e

que encontrou no Senepol o pilar para atingir essa realidade”, afirma Rúbia que

é a gestora dos programas Convivendo Bem-Estar e Conseguindo

Sustentabilidade da Fazenda Palmito, proprietária da grife Senepol Constelação.

A criadora acredita que sustentabilidade na pecuária inclui o bem-estar animal e

é responsabilidade de todos. “É nosso desejo que a influência ecológica de

nossa fazenda não termine nos limites de nossa propriedade e sim que seja

exemplo para outros criadores de Senepol.”

Rubia conta que está em busca de outros criadores comprometidos com o bem-

estar animal e com a sustentabilidade, que acreditem e que tenham disposição

para seguir juntos. “A fazenda está de porteiras abertas para quem desejar

conhecer de perto o nosso trabalho”, convida.

A Fazenda Palmito está localizada no município goiano de Paranaiguara e

dedica-se a criação de gado de corte desde 1957 quando os sogros de Rubia

(Saturnino Paranaíba Bernardes e Josefa Guedes Bernardes) adquiriram a

propriedade.

Durante todo este tempo buscou-se melhorar a qualidade do rebanho,

inicialmente de gado Gir e, no início da década de 1970, foi introduzido o gado

Nelore, sempre utilizando as melhores ferramentas tecnológicas disponíveis em

cada época. A partir do final de 1985, Dona Josefa e os filhos assumiram a

fazenda.

“O encontro com a raça Senepol, que apresenta rusticidade, precocidade e

adaptabilidade necessárias à difícil tarefa de cobrir a campo e em condições

adversas, aconteceu em 2008, quando compramos o primeiro touro para o

cruzamento industrial”, conta.

Segundo a criadora, comprovados os resultados dos produtos com sangue

Senepol, em 2009 nasceu o projeto Senepol Constelação, com o objetivo de ser

referência na criação a pasto de animais puros, visando à excelência na

produção de machos e fêmeas melhoradores.

“Gosto de dizer que o Senepol me levou para o curral e, com certeza, a

docilidade da raça foi fundamental para isso”, enfatiza a criadora que considera

a docilidade uma característica da raça muito importante, que traz muitos

benefícios para a fazenda, inclusive com resultado financeiro positivo. “Quando

os animais são mais dóceis, facilita as rotinas diárias de manejo, não há correria

e nem gritos, o vaqueiro não precisa ficar nervoso. Esta facilidade no manejo

beneficia tanto o animal, que sofre menos risco de ter agressões por não ser

muito reativo, quanto o trabalhador, no dia a dia, evitando que ele se

machuque e termine o dia muito cansado”, observa.

“Tudo isto traz harmonia para o ambiente”, diz a criadora que acredita que é

possível atrelar imagem da raça Senepol ao conceito ecologicamente correto,

desde que se adotem práticas e atitudes que minimizem as agressões ao meio

ambiente em atividades econômicas no dia a dia.

“Se trabalharmos para que mais criadores adotem as boas práticas poderemos

ligar o Senepol a este conceito em que todos ganhariam, os animais, os

criadores, o meio ambiente, enfim estaríamos deixando um planeta melhor para

nossos filhos e netos”, enfatiza.

Cuidados com a flora e a fauna

Em parceria com a Companhia Energética de Minas Gerais S.A. (Cemig), a

Fazenda Palmito está recuperando as áreas de preservação permanente às

margens do lago de São Simão e as nascentes. “Todas estas áreas estão sendo

cercadas e onde há necessidade estamos plantando árvores de espécies

próprias para a região. Já foi possível observar emas chocando nessas áreas”,

diz.

De acordo com Rubia, com o Senepol começaram as discussões sobre o bem-

estar animal na propriedade, trazendo a necessidade de sombra nos piquetes.

“Estamos planejando o plantio de árvores para o sombreamento, escolhendo as

melhores espécies, tudo isso com certeza, vai beneficiar a flora e a fauna da

região”, conta.

“De tudo que estamos implantando na fazenda, o bem-estar animal e as boas

práticas são o que mais me encantam e, por questões éticas e morais,

intuitivamente já realizávamos algumas ações. Temos o privilégio de lidar com

animais da raça Senepol, que são extremamente dóceis, precisamos retribuir

adotando as boas práticas.”

Rubia relata que, motivada pela necessidade de buscar evidências científicas

sobre o assunto, ele procurou o professor Mateus Paranhos, da Universidade

Estadual Paulista da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho,

campus de Jaboticabal, SP, idealizador do Grupo ETCO, que indicou a

consultora Lívia Carolina Magalhães Silva, da BEA Consultoria e Treinamentos,

que muito tem ajudado no manejo dos animais. “Esta parceria nos trouxe as

evidências científicas que procurávamos, as técnicas corretas para os cuidados

com os bezerros, o manejo e a desmama racional e a constatação dos ganhos

econômicos comprovados quando adotamos essa prática”, comemora.

Para a capacitação própria e dos colaboradores, em julho deste ano foi

realizado na fazenda o Curso Manejo Racional de Bovinos, por meio de

convênio entre o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento

(Mapa), a BEA Consultoria, Fundação de Apoio a Pesquisa, Ensino e Extensão

(Funep), a Unesp e o Grupo ETCO, ministrado pelo consultor da BEA Adriano

Gomes Pascoa.

“A mudança foi visível, diminuiu a correria, não se escuta mais gritos, além de

aumentar a segurança dos vaqueiros, reduzindo danos materiais, preservando

as benfeitorias do curral”, atesta.

Em novembro, Pascoa voltou à fazenda para acompanhar a vacinação, pois foi

a primeira vacinação considerando todos os passos do Manual de Boas Práticas

Vacinação, do Mapa e do Grupo ETCO.

Gestão de qualidade

Rubia aplica na fazenda a gestão da qualidade. “Todos os nossos processos

foram transformados em Procedimentos Operacionais Padrão (POP) e

Fluxogramas; investimos na capacitação de nossos colaboradores, discutindo e

validando com eles todos os POPs e Fluxos adotados; organizamos a farmácia

de forma a ter controle de estoque, vigilância de medicamentos vencidos e o

uso de agulhas e seringas descartáveis”, enumera algumas mudanças.

Também está realizando a substituição gradual dos bebedouros de cimento por

bebedouros de pneus recicláveis (Rubber Tank), que contribuem com a

preservação do meio ambiente uma vez que pneus ORT seriam queimados em

fornos industriais gerando muita poluição. “São duradouros, mantêm a água

mais fresca e não machucam os animais”, explica.

A coleta seletiva de resíduos sólidos iniciou com a capacitação de todos os

moradores da fazenda, quando foi destacada a importância desta ação para

cada um e para o planeta. “Na ocasião, foi apresentada a forma correta de

separação dos resíduos e oferecido para cada família um kit de lixeiras para a

separação e a criação de um ponto de coleta central (Eco Ponto), onde

semanalmente são depositados os resíduos separados.”

Em parceria com a Universidade Federal de Uberlândia, MG, a propriedade está

realizando o monitoramento constante das condições dos pastos, por meio de

metas de pastejo, em lotação rotativa, utilizando forragens de qualidade,

evitando a degradação dos mesmos. “Esta iniciativa, associada ao programa de

melhoramento genético, promove o encurtamento do ciclo até ao abate,

diminuindo a emissão de carbono da atividade da pecuária”, destaca.

Como responsabilidade social, a Fazenda Palmito está ajudando na construção

da sede do Projeto Meninada, instituição que vai trabalhar com crianças e

adolescentes em um bairro periférico de Uberlândia.

Referência em preservação

A Fazenda San Francisco, localizada em Miranda, no pantanal do Mato Grosso

do Sul, é referência em integração de atividades econômicas e preservação da

natureza. A propriedade possui uma área total de 9 mil hectares destinada às

seguintes atividades econômicas principais: cultivo de arroz irrigado, pecuária

de genética com bovino Senepol, criação de bezerros de cruzamento industrial,

cavalo Crioulo e o agro-ecoturismo.

Carolina Prudencio Coelho (Carol Coelho), administradora da propriedade,

afirma que é possível ligar a imagem da raça Senepol ao conceito

ecologicamente correto, por meio de iniciativas e hábitos que ajudem na

conservação da natureza. “Além de ações como a proibição e a fiscalização de

caça dentro da fazenda, principalmente quando se trata de predadores como a

onça-pintada, há diversas estratégias que podem ser utilizadas para diminuir a

predação.”

Para se ter uma imagem positiva, ligada ao conceito ecologicamente correto,

ela afirma que são necessárias mudanças efetivas no dia a dia da fazenda. “A

San Francisco é organizada para evitar a erosão e o assoreamento, com a

manutenção da qualidade das pastagens e a preservação das reservas florestais

previstas na legislação”, exemplifica. Carol acrescenta que a destinação correta

do lixo e a conscientização ambiental dos colaboradores e seus familiares

também são outros pontos de suma importância, assim como a preservação

das matas ciliares dos rios, dos riachos e principalmente dos mananciais de

água.

Bem-estar animal

Carol conta que a fazenda adotou as boas práticas de bem-estar animal em

todo o rebanho e vem aprimorando seus processos diários na lida com os

animais. “O gado é conduzido com bandeiras, sem gritaria, sem cutucões, e

permanece o menor tempo possível dentro do curral. Assim que é feito o

manejo, preferencialmente, vai para um piquete próximo ao curral até que o

serviço termine e o lote todo é solto na invernada de origem”, detalha.

“Realizamos a desmama lado a lado, que tem mostrado resultados fantásticos.

Temos duas invernadas especialmente para desmama, que dura nove dias, e é

feito em três etapas”, conta. Na primeira etapa, as mães e os bezerros ficam na

invernada desmama por três dias, para adaptação. Na segunda fase, as mães

são retiradas e colocadas na invernada da frente, dividida com cerca de arame

de oito fios, para evitar que os bezerros passem para o lado das mães. “A

pilheta fica entre as duas invernadas, de forma que os bezerros observam as

mães tomando água e aprendem o caminho.”

Na última etapa, as vacas são retiradas e os bezerros ainda permanecem por

mais três dias na invernada. Nestes nove dias, os bezerros recebem ração

especial de desmama. O tratador reúne os bezerros no cocho e coloca a ração,

assim eles se acostumam com a presença do vaqueiro, o que facilita todos os

manejos futuros, resultado em um gado mais manso em toda a fazenda.

“Realizamos palestras e treinamentos frequentes e selecionamos os vaqueiros

pela sua habilidade de manejo sem violência com o gado e como cavalo.

Vaqueiro agressivo é dispensado do serviço, só ficam os melhores”, enfatiza

Carol.

A Fazenda San Francisco cria cavalo Crioulo e realiza atividades esportivas de

laço comprido com esta raça. Para isso, foi criada a Cartilha de Bem Estar

Animal da Pista de Laço, para evitar os maus tratos com os animais. “Buscamos

irradiar as boas práticas, levando os conceitos para as fazendas vizinhas e

disseminando-os para toda a região. Como os resultados de produção são

melhores com a adoção do bom manejo do gado, conseguimos incentivar

outras fazendas da região a adotarem também.”

Compromisso com a conservação

Desde o início das atividades, existe a preocupação e compromisso com a

conservação. “A fazenda apoia e investe em projetos de pesquisas científicas da

fauna e da flora, com o objetivo de melhorar a integração e promover a

longevidade das atividades de agricultura, pecuária e agro-ecoturismo”, explica

Carol Coelho. Neste aspecto, vários projetos de pesquisa da flora e fauna foram

realizados, como Ecologia da Jaguatirica (Leopardus pardalis) e Estudo de

densidade e viabilidade econômica da palmeira Carandá (Copernicia alba).

Há alguns anos a Fazenda San Francisco recebeu o título de Criador

Conservacionista, Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (CRAS),

apoiando a reabilitação e a reintrodução de animais silvestres que foram

resgatados do comércio ilegal.

Além destes, existem programas de monitoramento em longo prazo, como o

Projeto Arara Azul e o Projeto Papagaio Verdadeiro que são realizados desde

1996 e 2001, respectivamente.

Também foi realizada uma pesquisa para o levantamento da avifauna, com o

intuito de descobrir quais espécies habitam e visitam a fazenda e quais são as

relações destas espécies com os recursos alimentares disponíveis na

propriedade. Foram levantadas 370 espécies diferentes de aves.

A Fazenda apoiou o Projeto Herpetofauna, conduzido por pesquisadores da

Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) que fizeram o

levantamento das espécies desta classe de animais e realizaram estudos, sendo

dois e nível de mestrado e um de doutorado, ajudando na conservação do

Pantanal.

O Programa de Estudo do Meio, outra iniciativa pioneira em educação

ambiental, é realizado com crianças de escolas brasileiras. Os materiais

utilizados para as aulas foram elaborados por uma equipe multidisciplinar de

biólogos e turismólogos da própria fazenda.

“Vale ressaltar que todas estas pesquisas são e/ou foram objeto de teses de

especialização, mestrado ou doutorado e as publicações desses estudos estão

fornecendo importantes informações sobre biologia e ecologia das espécies

citadas que poderão servir como estratégias para futuros planos de manejo e

conservação, em especial dos animais mais ameaçados”, enfatiza Carol.

Além das pesquisas da fauna e flora, a San Francisco tem um Programa de

Educação Ambiental, através de palestras sobre o Pantanal, ministradas pelos

próprios pesquisadores para os visitantes, como o Projeto Gadonça e o Projeto

Papagaio Verdadeiro

Desde 2003, a Fazenda San Francisco é a sede do Projeto Gadonça, que estuda

a predação do gado por Onça-pintada (Pantera onca) e Onça-parda (Puma

concolor). “Deste estudo saíram várias recomendações de manejo para evitar a

predação”, afirma Carol.

A fazenda recebe anualmente mais de 15 mil visitantes oriundos dos diversos

estados brasileiros e países. “Os guias são qualificados para fazer um trabalho

de conscientização ambiental e de valorização da fauna, flora e da cultura do

pantaneiro”, garante Carol.

Os visitantes assistem à Palestra Gadonça, ministrada pelo biólogo Henrique

Villas Boas Concone, que destaca a importância da conservação e das

estratégias para minimizar a predação e possibilitar uma convivência harmônica

entre o homem e a natureza. “Todos os visitantes passam pelas áreas de

pecuária da fazenda e conhecem o gado Senepol, inclusive muitos viraram

compradores de touros”, relata.

DESTAQUES:

“É nosso desejo que a influência ecológica de nossa fazenda não termine nos

limites de nossa propriedade e sim que seja exemplo para outros criadores de

Senepol.”

Rubia Pereira Barra, Senepol Constelação

“Selecionamos os vaqueiros pela sua habilidade de manejo sem violência com o

gado e como cavalo. Vaqueiro agressivo é dispensado do serviço, só ficam os

melhores.”

Carol Coelho, Senepol San

S+ vistoria animais da semana Sou Senepol

Os técnicos da S+ passaram o final de janeiro no Mato Grosso do Sul, visitando os criatórios que organizam alguns dos principais leilões que acontecerão na semana Sou Senepol, que vai acontecer durante a Expogrande, de 30 de março a 08 de abril, no Parque da Acrissul, em Campo Grande/MS. A vistoria realizada nas fazendas da CMI e Senepol SAN deixaram Júnior Fernandes e Alex Marconato animados com o que vem por aí.

Alex Marconato e Júnior Fernandes com as irmãs Carolina e Andrea Coelho, no Senepol SAN. (Fotos: Assessoria de Comunicação S+)
“São dois dos criatórios mais importantes para a raça no Brasil e a gente encontrou uma seleção de primeiro nível, que vai de encontro com o que esses criadores sempre pregaram e mostraram”, elogiou JR Fernandes. “É o evento mais importante do Estado e eles não deixaram por menos, com animais que justificam a importância que ganhou o Sou Senepol”, acrescentou Marconato.

A primeira visita foi à CMI, em Camapuã, onde Ivo e Vera Reich mostraram o que está reservado para o Leilão Deusas da CMI e Convidados, dia 4 de abril. “O Ivo e a Vera são referência na raça e selecionaram doadoras de alta produção e de beleza excepcional”, atestou JR Fernandes.

Doadoras da CMI selecionadas para o leilão Deusas do Senepol impressionaram os técnicos da S+ que assessoram o remate.
Na Fazenda SAN Francisco, no Pantanal de Miranda, o técnico da S+ e titular da Grama Senepol se reuniu com Carolina e Andrea Coelho, filhas de Roberto Folley Coelho, que 12 anos antes iniciou sua seleção exatamente na Fazenda da Grama. “O tempo passa e a gente fica muito feliz de ver o que evoluiu essa seleção, mesmo passando para uma geração como a que essas meninas estão comandando, com muita responsabilidade e critério”, orgulhou-se JR Fernandes. “O leilão vai ter somente animais com pedigree provado e índices de avaliações que garantem alta produtividade, elite mesmo”, completou Marconato.

O 6o Leilão Elite Senepol SAN e Convidados está marcado para a noite do dia 3 de abril, no Tatersal Hélio Coelho, no Parque da Acrissul. Os três leilões terão transmissão pelo Canal do Boi. Na mesma segunda-feira, dia 3, a S+ acompanhará o anúncio dos resultados e entrega de certificados da PADS, prova de desempenho que a SAN organiza dentro da fazenda, com animais de diversos criatórios. A reunião final acontecerá na sede da Embrapa Gado de Corte, pela manhã.

Fonte: http://senepolmais.com.br/archives/s-vistoria-animais-da-semana-sou-senepol/ – Assessoria S+.

 

Raça Senepol pode reforçar produção da pecuária sustentável no país

A raça Senepol, que chegou há 17 anos no Brasil, vem ocupando espaço crescente no rebanho nacional, o que pode contribuir, e muito, com a pecuária sustentável. Para ter uma ideia do avanço desse “gado vermelho”, originário das Ilhas Virgens (Saint Croix, no Caribe) e indicado para o cruzamento industrial, o total de animais registrados pela Associação Brasileira de Criadores de Bovinos Senepol (ABCB Senepol) alcançou 55.892 de cabeças em 2016, um aumento de 27% em comparação ao ano anterior.

“O Senepol traz muitos benefícios para o criador e também para uma pecuária eficiente, de ciclo curto, sustentável, aquela que produz alimento nobre, saudável, nutritivo e de elevada qualidade”, afirma Pedro Crosara, que assumiu neste mês a presidência da Associação e ficará na gestão até 2020.

Veja reportagem completa no site da Sociedade Nacional da Agricultura:

http://sna.agr.br/raca-senepol-pode-reforcar-producao-da-pecuaria-sustentavel-no-pais/

Tombou um Gigante: Morre Razor da Lasa

 
É com muito pesar que a familia Senepol SAN dá a noticia que morreu o Touro Senepol Razor da Lasa.
 
Ele era um animal incrível, que agregou muito a raça. Transmitia tudo o que o Senepol representa.
 
Dócil e forte, passou para seus descendentes muita musculosidade e qualidade de carne.
 
Era um touro top 0,5% do Sumário Geneplus Embrapa e foi utilizado em larga escala para cruzamento industrial e em planteis puros.
 
Foi campeão de ganho de peso do 1° CP – Centro de Performance da Lagoa da Serra em 2008 e destaque no Sumário Geneplus Embrapa de 2013 com melhor indice geral.
 
Consagrado com acurácia acima de 40% para peso na desmama ou sobreano. Possuia mais filhos avaliados que seu pai, o PRR 840 ET.
 
Na IATF já era considerado destaque para IATF pelos altos índices de prenhez obtidos.
 
Morreu aos 10 anos e estava na Central de coleta de sêmen.

Geneplus Embrapa realiza a penúltima pesagem da PADS Senepol – Prova de Avaliação de Desempenho a Pasto do Senepol

Aconteceu hoje, na Fazenda San Francisco, criatório Senepol SAN, a penúltima pesagem da PADS Senepol – Prova de Avaliação de Desempenho a Pasto do Senepol.
Os machos tiveram um ganho médio diário de 950kg e as femeas de 1,080 kg. Segundo Lucas Nascimento o desenvolvimento dos animais esta muito satisfatório.

Além disso foram coletados material para genotipagem com a equipe da Embrapa Gado de Corte, avaliação ginecologica das fêmeas e da avaliação de
tolerancia ao calor por meio de termografia das Fêmeas com a equipe de pesquisadores da Prof. Eliane Costa e Silva da FAMEZ/UFMS. No dia 11 de Janeiro foi registrada a temperatura máxima de 46 graus na invernada onde as femeas participam da prova.

Para esta edição, o NBM Senepol fechou parceria com a Embrapa Gado de Corte para uma avaliação complementar onde animais selecionados pelo Geneplus, após a PADS e que sejam positivos no andrológico, serão enviados para a Embrapa em Campo Grande/MS e ficarão 90 dias avaliando sua eficiência alimentar – CAR. O CAR é uma ferramenta que mede a conversão alimentar animal e refere-se ao quanto de alimento é ingerido (na base matéria seca) para que o animal ganhe um quilo de peso vivo. O ganho de peso, a conversão alimentar e o custo da dieta são os fatores determinantes da eficiência econômica e determina os impactos econômicos diretos da redução do consumo de alimentos.
Também nesta etapa complementar será feito o estudo de congelabilidade do sêmem destes touros afim de identificar touros que apresentem alta performance reprodutiva e alta eficiência de fecundação.

Após as avaliações do CAR acontecerá o Leilão Avaliados PADS Senepol, que será dia 19 de Junho com transmissão pelo Canal do Boi.

A PADS é a única prova a pasto e de longa duração e em sua 6ª Edição.

PADS – Prova de Avaliação de Desempenho a Pasto do Senepol.
A única prova a pasto do Brasil!

Fantástica série de reportagens do Canal Rural sobre a origem e a raça Senepol no Brasil.

Boa tarde, amigo produtor!!

Assista aos três episódios, do documentário produzido pelo Canal Rural: Senepol – A Raça do Futuro.

O Canal Rural apresenta um documentário exclusivo sobre uma das raças bovinas mais promissoras da pecuária brasileira, Senepol – a raça do futuro. Em cerca de 20 dias, nossa equipe percorreu várias cidades d intoerior da Flórida nos Estados Unidos.

Também visitou a ilha onde ocorreu o primeiro cruzamento entre bovinos red poll e n´dama (vindos do Senegal), dando origem à raça. Foram mais de 20 horas de imagens incríveis e depoimentos emocionantes. Entrevistados de várias partes do mundo têm a dizer sobre o surgimento do gado de pelo curto e marrom. Assista ao primeiro dos três episódios do documentário.

Assista!

1º Episódio: http://www.canalrural.com.br/videos/programas/senepol-raca-futuro-estreia-canal-rural-76847
2º Episódio: http://www.canalrural.com.br/videos/sites-e-especiais/senepol-raca-futuro-episodio-76997

3º Episódio:  http://www.canalrural.com.br/videos/sites-e-especiais/senepol-raca-futuro-episodio-77324

Fantástica série de reportagens sobre a origem e a raça Senepol no Brasil. Imperdível!!!

Por Carol Coelh0 – Senepol SAN – Genética de Peso!

Senepol e Cavalo Quarto de Milha realizam Leilão do Bem

Acontecerá no dia 25 de Janeiro o Leilão do Bem, um leilão beneficente em prol do Hospital do Câncer de Campo Grande – MS. Serão ofertados 15 animais Quarto de Milha PO e 23 Novilhas Senepol PO. O evento será realizado por um grupo de criadores de Senepol e Quarto de Milha que tem em comum a vontade de ajudar ao proximo.

O criatório Senepol SAN estará participando doando uma novilha Senepol, a Gran-Coroa da SAN, uma jovem fêmea, comprida, de muita carcaça. Filha do PRR 940H, touro importado com poucos filhos no Brasil. Seu avô materno é o Baol da Gral, touro que carrega altas DEPs sendo Elite para diversas características no Geneplus Empraba.

Senepol e Cavalo Quarto de Milha realizam Leilão do Bem

Senepol SAN – venda permanente de touros e matrizes/doadoras, sêmen e embrião da raça Senepol. Em nosso site você encontrará mais informações sobre nosso trabalho.

Abraços e até a próxima, Carolina Coelho – Senepol SAN – Genética de Peso
www.senepolsan.com.br – (67) 9980-9044 – [email protected]

Senepol – A raça do Futuro estreia no Canal Rural

O Canal Rural apresenta um documentário exclusivo sobre uma das raças bovinas mais promissoras da pecuária brasileira, Senepol – a raça do futuro. Em cerca de 20 dias, nossa equipe percorreu várias cidades d intoerior da Flórida nos Estados Unidos.
Também visitou a ilha onde ocorreu o primeiro cruzamento entre bovinos red poll e n´dama (vindos do Senegal), dando origem à raça. Foram mais de 20 horas de imagens incríveis e depoimentos emocionantes. Entrevistados de várias partes do mundo têm a dizer sobre o surgimento do gado de pelo curto e marrom. Assista ao primeiro dos três episódios do documentário.

Assista!

http://www.canalrural.com.br/videos/programas/senepol-raca-futuro-estreia-canal-rural-76847

Pecuária e defensivos são vítimas de ataques e desinformação

Pecuária e defensivos são vítimas de ataques e desinformação

Por MARCOS JANK

Fonte: Mauro Zafalon/Folhapress

Avanços notáveis têm acontecido no tema da sustentabilidade da agricultura brasileira, seja pela aplicação mais rigorosa das leis, seja pelo uso generalizado de técnicas conservacionistas que trazem ganhos econômicos para os produtores.

Melhorou também o diálogo e a parceria entre empresas, associações, ONGs e grupos de pesquisa, como a Coalizão Brasil Clima Agricultura, Florestas e Agricultura e o Grupo Técnico da Pecuária Sustentável (GTPS), que tem desenvolvido parcerias interessantes e inovadoras.

Porém, no debate atual chamam a atenção dois mitos que continuam sendo repetidos ad nauseam, sem a necessária evidência dos fatos. O primeiro é a acusação de um persistente atraso na pecuária de corte brasileira e o outro é um suposto uso excessivo de defensivos agrícolas pela agricultura. Esses dois pontos foram levantados em eventos ocorridos na Conferência do Clima em Marrakech, em recente evento no Insper e agora em um artigo desnecessariamente espinhoso de Daniela Chiaretti no “Valor Econômico” de 5/12, intitulado “As bravatas de Blairo”.

Utilizamos uma frase deste artigo para tratar da questão do uso de defensivos na agricultura tropical brasileira: “O Brasil é líder inconteste no uso de venenos lançados sobre o campo, colheitas, trabalhadores, índios, donos de terras, animais, solo, água, produtos agrícolas e consumidores”.

Não é de espantar que o Brasil, com uma agricultura situada entre as maiores e mais produtivas do mundo, seja o país que apresenta o maior consumo de defensivos, erroneamente chamados de “veneno”.

Ocorre, porém, que o correto não é comparar consumo absoluto, mas sim o relativo, por hectare ou por unidade de produto gerada. Nosso consumo médio de defensivos é de 5 kg de ingredientes ativos por hectare, bem abaixo do observado na Holanda (20,8 kg), no Japão (17,5 kg) e na Bélgica (12 kg), países que gostam de apontar o dedo contra o Brasil.

Um estudo da Kleffmann mostra que, enquanto o uso de defensivos por unidade produzida cresce 120% na China e 47% na Argentina desde 2004, no Brasil ele decresce 3%.

E, ao contrário dos países de clima temperado, que contam com o inverno e a neve para quebrar o ciclo das pragas e doenças, aqui se produz o ano todo sob clima quente e úmido, sendo que em muitos lugares fazemos duas ou até três safras na mesma área.

Especialistas afirmam que, se os defensivos não fossem utilizados, a produção agrícola sofreria uma redução da ordem de 50%, que certamente provocaria desmatamentos adicionais, além do risco de forte elevação dos preços dos alimentos.

Já em relação à pecuária de corte, não há dúvida de que existe grande disparidade na produtividade do gado e das pastagens. Mas ainda assim a evolução do campo foi fantástica: entre 1990 e hoje, a área ocupada com pastagens caiu de 188 milhões para 167 milhões de hectares, ao mesmo tempo em que o rebanho aumentou de 147 milhões para 214 milhões de cabeças, o maior do mundo. Em 2015, a produtividade chegou a 60 kg de carne/hectare, ao crescer impressionantes 143% no período.

Se os 10 milhões de toneladas de carcaça de 2015 fossem produzidos com a tecnologia do início da década de 1990, a pecuária estaria usando não 167 milhões, mas sim 400 milhões de hectares, o que acarretaria em muito desmatamento. Isso comprova que os ganhos da pecuária são evidentes, ainda que heterogêneos.

O “aprimoramento continuo” da sustentabilidade agropecuária brasileira é um fato inconteste. Ainda temos um longo caminho pela frente, mas não há um único país que tenha avançado em produtividade e conservação ambiental na mesma escala que o Brasil nos últimos 25 anos.

Por Marcos Sawaya Jank
Especialista em questões globais do agronegócio. Vive em Cingapura.

Escreve aos sábados, a cada duas semanas.
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